A dor de uma mãe de ter que velar um filho

Dor que dói só de pensar.

Dor que um dia ouvi ser equiparada a um parto inverso.
Devolver o filho(a)
Lágrima que não sai. Choro que nos falta o ar.
O chão é roubado, o coração parece parar, e borboletas voam angustiadas pela nossa alma.
O sonho de que tudo seja mentira. Que a notícia recebida foi engano. Que o nome dito era homônimo.
A mentira se faz verdade.
O nome querido pensado com tanto carinho antes mesmo do nascimento, é trocado por alguém que já o chama de “corpo”.
Seu leito se torna forrado de flores, flores estas que sonhávamos para outro momento agora o acompanha para emoldurar seu semblante que parece estar em um sono profundo.

Olhos que não abrem mais.
Mãos que não nos afagarão mais.
Voz que não nos dirá que está com fome…

O momento de dor intensifica. A cena tortura, ao invés de nos acalmar mostra que a realidade é que ele ainda está aqui, mesmo que já não mais em vida.
Mas é hora do último adeus.
Devolver o filho(a) tão amado e esperado(a).
Devolver o que não quer ser devolvido.
E uma multidão de abraços e consolos nos afaga, tentando nos distrair desse momento que não tem como reverter.
A cabeça meio que atormentada impulsiona a dar o último beijo, o último afago, e vem a frase: Vá com Deus, filho(a) amado!

E a foto do porta retrato, que antes enfeitava o quarto, se transforma em altar sagrado da triste lembrança de que tudo realmente aconteceu.
O estado de torpor, tenha certeza que é o braço do Senhor tentando acalmar os corações dilacerados, mas amparados.
Ah, se pudéssemos ver o trabalho de Deus nesse momento…
Se pudéssemos ver Deus tomando em Seu colo nosso filho(a), antes mesmo dele(a) sentir qualquer dor na hora de sua partida.
Se enxergássemos a legião de anjos guardiões o recebendo,
compreenderíamos que o momento da perda, já havia acontecido perante os olhos de Deus.
Por isso tenha fé.

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